
Manifesto de Bruno Renato
Eu escrevo músicas.
Mas antes, guardo momentos que quase ninguém percebe.
Entre o tempo e o silêncio, existe uma vida inteira acontecendo. E é ali que eu escuto.
Minhas canções não nascem da pressa, nem da perfeição.
Elas nascem do que ficou mal resolvido, do que foi bonito demais pra durar, e do que ainda insiste em ficar.
Do amor que muda de forma.
Da saudade que aprende a existir.
Dos dias comuns que, de repente, viram memória.
Às vezes é a chuva.
Às vezes o vento.
Às vezes é a lua quieta no céu, assistindo tudo sem dizer nada.
Eu canto histórias que são minhas, mas nunca só minhas.
Porque no fundo, todo mundo já viveu alguma coisa que não soube explicar.
Não me interessa parecer maior do que sou.
Prefiro ser próximo.
Real.
Imperfeito o suficiente pra ser verdadeiro.
Se você escuta minhas músicas e sente que elas foram escritas pra você, então talvez a gente tenha vivido a mesma coisa em tempos diferentes.
Eu apenas traduzi em canção aquilo que o tempo guardou.